Não há atenção enquanto se ignora a realidade. O músico hoje em dia, em início de carreira, não consegue ser ele mesmo, talvez depois que seu trabalho tiver êxito. Enquanto gravadoras e produtoras se acharem donas da cultura musical do país, esta não se diversificará e não evoluirá, para assim contribuir com o pensamento e a filosofia do progresso útil (redundância necessária). Como já disse em outro texto, a música é a forma de arte que mais influencia o comportamento social. Não é à toa que graças às grandes gravadoras e produtoras musicais, cada vez mais a música se afasta da arte, e passa a ser apenas um conjunto de meras confluências repetitivas de sons sem significado, movida a falsas perfeitas aparências implantadas à força nas mentes ainda em formação.
O sentimentalismo está sendo excessivamente utilizado, e tratado de forma fútil, sem conteúdo poético, feito de qualquer jeito, seguindo a receita da insistente repetição de arranjos e rimas pobres. Tudo para suprir um público carente que persegue de forma utópica uma emoção ou sentimento que acha que aquele "artista" tem pra oferecer. Não estou criticando a simplicidade, mas a futilidade. Os cantores passaram a ser atores, os empresários são economistas ou publicitários sem conhecimento musical, e eles estão afastando a música da arte; tudo em nome da ganância explorando a ingenuidade do público na sua maioria. Temos que repensar aquela frase: "gosto não se discute". Se não há discussão, como pensar ou refletir a respeito desse assunto, ou de qualquer outro? Enquanto as músicas idolatrarem bêbados, sentimentalismo barato e exploração hipócrita da desgraça alheia (nesse caso estou me referindo à grande maioria dos rap's) sem conteúdo, e desmerecendo a música por trás da letra, a arte na música estará morrendo.