sábado, 9 de abril de 2011

Influência da música no comportamento.

É inegável que a música é a forma de arte que mais influencia o comportamento humano, principalmente por ser a de mais fácil acesso e mais atrativa ao nosso sistema sensorial. Isso se comprova quando vemos o tipo de comportamento ilustrado nas músicas de bandas que se dizem tocar forró ou sertanejo ou funk carioca ou pagode, quando, na verdade, o tipo de música que elas tocam é um pop/brega de baixa qualidade; onde o que mais importa é letra com ênfase em comportamentos depreciativos associada a um arranjo extremamente pobre por coveniência.
Bom, nesses shows, ou mesmo em bares onde este tipo de música toca, observa-se uma série de desvios de valores feitos de forma explícita por aqueles que ali frequentam, buscando uma fama temporária de comediante de quinta categoria, ou mesmo uma necessidade de exibição de seus preconceitos, para assim conseguir popularidade, e o preocupante é que eles estão conseguindo. Quando digo de forma explícita, refiro-me a comportamentos obscenos que se sustentam, basicamente em depreciar o ser humano, principalmente o gênero feminino através de palavras de baixo escalão pronunciados em alto volume. Tudo alimentado pela influência do álcool, outro fator bastante valorizado por essas bandas. Lembra do "beber, cair e levantar"?
Há cerca de 15 anos, este tipo de comportamento era praticado basicamente por homens, mas, hoje em dia, até mesmo mulheres são flagradas diariamente praticando os mesmos atos, e ainda se depreciando, cantando músicas que rebaixam de forma extrema a figura feminina. E essas mesmas músicas são cantadas por crianças, aplaudidas por seus pais, que erguem seus copos de bebida alcoólica de forma enfática, e cantam junto.
Enfim, exponho aqui este meu protesto porque como médico, é meu dever alertá-los sobre esse mau que é causa de várias condições patológicas com as quais me deparo diariamente, como gravidez na infância e adolescência, doenças sexualmente transmitidas, a própria embriaguês (coma alcoólico, cirrose hepática), traumas físicos (agressões com armas brancas ou de fogo ou mesmo através de brigas), transtornos psiquiátricos (principalmente em parentes de indivíduos frequentadores assíduos desses shows ou bares), doenças cardiovasculares como miocardiopatia dilatada, desnutrição (principalmente em alcoólatras).
A grande maioria dos problemas sociais começa na admiração desse tipo de música. Portanto, músicos, tenhamos mais cuidado e respeito pela arte, preocupando-se sempre na qualidade da música e não na sua depreciação, pois ela definitivamente está influenciando o comportamento social destrutivo.

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